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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Desafio Literário - Reserva de Maio: Marsha Mellow e Eu.


Maria Beaumont - Marsha Mellow e Eu.

Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2005
Páginas: 294

Amy escreveu um bestseller - o romance definitivo sobre sexo, drogas e rock´n´roll... só que sem as drogas e o rock´n´roll. Ela deveria estar curtindo o dinheiro, a fama e a matéria de oito páginas na Hello! Em vez disso, faz aquilo em que é mestra - se esconde por trás do seu pseudônimo, Marsha Mellow. Talvez sua vida fosse mais fácil se ela conseguisse contar a verdade para a mãe. Mas a mãe de Amy sequer desconfia que a filha é uma fumante inveterada. Conseqüentemente, jamais poderia sonhar que a sua menina inocente é, na verdade, a autora do livro mais escandaloso da temporada. Mas por quanto tempo Amy conseguirá se esconder, ainda mais agora que os tablóides deram início a uma verdadeira cruzada para descobrir a verdadeira identidade de Marsha Mellow?

Comentários:

Para o mês de maio, deveríamos escolher os chick-lits, os conhecidos livros de mulherzinha... Julgados e considerados como literatura menor, eles promovem momentos de diversão para os que não estão nem aí para os críticos e os acadêmicos!!! Eu estou no meio dessas inúmeras mulherzinhas que a-do-ram um romance leve e engraçado e, ainda bem, acertei em cheio quando escolhi “Marsha Mellow e Eu”.

Vamos aos detalhes da história:

Amy, ao ser abandonada pelo seu namorado sob a acusação de ser puritana demais, decide mostrar seu lado mais liberal e sexy. Nada melhor para isso do que escrever um romance picante, não é?! Mas o livro seria só uma forma de colocar para fora sua raiva, pelo menos era o que ela achava... até que sua irmã o descobre no computador e o envia para vários agentes literários. Agora, depois de dois anos de publicação de seu romance usando o pseudônimo de Marsha Mellow, ele é o livro mais vendido, atraindo a atenção das pessoas e dos jornais para a verdadeira identidade da autora. Mas Amy não pode se revelar sem antes criar coragem para contar essa história para sua mãe, uma defensora ferrenha dos bons costumes e da moral.
Acrescente a essa confusão um amigo gay que sua mãe acha que é padre, um pai que parece ter uma amante, uma irmã que só arranja problemas, um ex-namorado pervertido que reaparece, uma agente que a pressiona para lançar novos livros, um chantagista e um chefe tudo-de-bom-e-mais-um-pouco com quem já casou e teve filhos milhares de vezes em seus sonhos.

Esclarecendo alguns pontos:

* O livro é narrado por Amy, dessa forma conhecemos todos os detalhes de sua vida e entendemos porque ela tem tanto receio de contar a verdade aos seus parentes. Como a família, principalmente a mãe, é extremamente conservadora, Amy evita vários confrontos contando pequenas mentiras;

* Nesses tipos de livros sempre tem um amigo gay na história... A relação entre os dois é tão legal que morremos de vontade de arranjar um Ant para trocar figurinhas e figurinos. Deve ser ótimo!

* Um detalhe interessante é a metalinguagem presente no texto. Em várias partes da história há citações sobre a “literatura de mulherzinha”.

“(...) Ele escreve livros de ficção cientifica. Como eu trabalhava para o editor de
literatura, deveria saber disso, mas raramente olho para um livro, a menos que se destine ostensivamente a mim – ou seja, tenha uma capa bonitinha em tons pastéis e um titulo que só falta gritar História de Mulherzinha. As capas de Jake são todas em preto e roxo berrante e mostram planetas explodindo e andróides estripados.


* Amy é uma sonhadora... em vários trechos ela devaneia e ficamos sempre imaginando se a parte que estamos lendo seria um sonho ou ações realizadas. Isso prende a atenção do leitor;

* Gostei do final... é bem diferente do que esperava. Bem construído e de acordo com a evolução da história;

* Enfim, é um livro leve, divertido, ágil e com uma protagonista de fácil identificação. Leitura obrigatória para todas as mulherzinhas assumidas!!!

Destaques românticos:

1.Lewis chega à minha caríssima mesa de mogno e se joga sobre ela.
– Oh, Amy, não posso mais levar isso adiante. Está me deixando louco.
– O quê, Lewis?
– Você.
– Mas eu achei que estava indo bem – exclamo, chocada.
– E está. Você está indo maravilhosa, fantástica, extraordinariamente bem. Você é um tremendo gênio e este jornaleco de empregos fajuto já teria ido para o beleléu há muito tempo sem você. Mas não entende que é este o problema? Durante todo este tempo em que explorei seus incríveis talentos, enterrei meus verdadeiros sentimentos. Mas não posso mais ignorá-los... Amy... eu... te amo.
Olho dentro de seus imensos olhos castanhos, que estão úmidos de lágrimas.
– Estraguei tudo, não estraguei? – suspira ele. – Vou compreender se você quiser ir embora e aceitar o emprego na Vanity Fair. Não passo de um tolo perdidamente apaixonado. Meu coração está palpitando. Quero seguir seu impulso, levantar e me atirar em seus braços... Mas, que droga não posso... Sou uma profissional.
– Pelo amor de Deus, pare de me torturar e diga alguma coisa – implora ele. –
No que você está pensando?

– E aí, Amy, no que você está pensando? – pergunta Lewis, estreitando os olhos.
De estalo desperto do devaneio e olho para o grupo reunido ao redor da mesa no
seu escritório
.”

2.– Se pelo menos você tivesse me contado – diz Lewis, em tom choroso. – Mas, também, como poderia ter feito isso?
Ele alisa carinhosamente minha mão, sentando ao lado de meu leito no hospital.
– Eu me sinto culpado – continua ele. – Se tivesse tirado da cabeça meus problemas ridículos por um segundo que fosse, teria percebido imediatamente que você está sofrendo da moléstia incrivelmente rara e invariavelmente fatal conhecida como
Síndrome do Balbucio de Hoffliger, que inflige às vitimas não apenas dores atrozes, como também a terrível indignidade de deixá-las incapazes de se comunicarem por outros meios que não murmúrios incoerentes.
Retiro a máscara de oxigênio do rosto e digo:
– Hum, hã, ah, hum, hum.
– Não, Amy, não sou digno do seu perdão – protesta Lewis.
– Hã, erm, um, ungh.
– Oh, minha querida, como eu queria ouvir isso de você. Eu também te amo.
Ele se debruça sobre mim e, quando franzo os lábios para um beijo, ele sussurra...

– Posso ou não levar seu prato?
Levanto os olhos para a garçonete mal-humorada e faço que sim com a cabeça.
Enquanto ela leva meu prato, lembro-me de que devo parar de ter devaneios inúteis com Lewis, que não apenas deve pensar que sou uma perfeita idiota, como também, não nos esqueçamos, já tem a sua Ros
.”

3.– Obrigada por telefonar, Lewis... Hum... Foi muita gentileza sua... Mas, enfim, você deve estar ocupado. Vou deixar você...
– Eu quero muito ajudar você, se puder – diz ele, com um toque de desespero na
voz. – Só quero ajudar, está bem?
Por que ele tinha que se revelar um cara tão legal, pomba? Tudo era muito mais fácil quando eu estava convencida de que ele era um Calhorda com C maiúsculo.
– Tenho que desligar – digo, minha voz adquirindo um tremor involuntário. – Até...
– Amy, não desliga...
Droga de tremor. Eu já estava quase livre.
– ... posso ir aí ver você? – pergunta ele.
Ele não pode fazer isso. Ah, não.
– Você não pode... A revista... Você é o diretor... Não pode... sair assim, sem mais nem menos.
– Como você mesma disse, sou o diretor. Posso fazer tudo o que quiser. E o que quero é ver você... porque, caso você ainda não tenha percebido, eu gosto de você.
Sua voz está irritada. Mas ele gosta de mim. Então por que está irritado? Estou confusa e assustada demais para dizer qualquer coisa.
– Desculpe – diz ele, um pouquinho mais calmo. – É que eu não quero que você desapareça da minha vida de novo. Não vá a parte alguma. Estou indo para aí
.”

Saldo:

Como não estou atribuindo notas aos livros lidos, mas apontando detalhes que “entregam” o meu gostar, digo que o saldo do Desafio Literário continua extremamente positivo. Até agora gostei de todas as minhas escolhas... e espero que continue assim!

~>
Gostou? Você pode encontrá-lo aqui:

Digitalizado;

Estante Virtual;

Americanas;

Submarino;


É isso!
Até o próximo desafio...

7 corações despertados:

Mariana Paixão disse...

Adooooro esse livro! Foi o primeiro livro que troquei no Estante Virtual! E não me arrependi! O livro é engraçado até dizer basta! E as partes de romance são ótimas também! E as partes do livro da Marsha são muito boas XD Queria ler esse livro XDDDDDDDD E quero um Ant pra mim \o/

Adorei a resenha! :D

Débora Lauton disse...

Esse livro é muito fofo, tem tudo que um chick-lit precisa:
Uma mocinha atrapalhada que se mete em muitas confusões, um chefe TDB super fofo, um amigo gay que serve pro que der e vier... e uma irmã pirada, mas que dá a maior força...
Eu adoro...

beijos,
Dé...

Martina disse...

Esse livro deve ser uma delícia de ler.

Acho uma bobagem essa gente que julga e rotula algo como literatura menor. Se duvidar, até entre os grandes clássicos da literatura universal, tem coisa sem qualidade, mas niguém vai ter coragem de dizer. rsrsss

O seu blog é fantástico!

Diana Bitten disse...

Estou lendo esse livro e achando muito divertido tb, espero que não me decepcione no final!

Abços!

Beli disse...

Adorei a resenha do livro e me instigou a lê-lo!!!
Parece uma história realmente boa de se ler... e muito engraçada...

Vivi disse...

Sorte boa com as leitura do desafio, não? Parabéns, mocinha! Quero muito ler esse livro!

Beijos

Laura Schwartz disse...

Ótima resenha! E este livro já está na minha lista.