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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval em casa? Folia com livros...


É carnaval!!! Dias de folia e diversão.
Para mim, dias de leitura. O que, necessariamente, é a minha diversão.
Eu estive pulando nessas festas de momo... e não foi na avenida, nem nos blocos, muito menos pelas ruas.
Foi na cadeira que fica em frente ao meu computador (minha janela para dentro de mim e para o mundo...), atualmente o meu cantinho favorito. E o motivo para os meus pulos? Nada mais que gargalhadas...

Culpado (a):

Sarah Mason - Um Amor de Detetive.

Título Original: Playing James.
Editora: Bertrand Brasil.
Páginas: 336.

Os opostos se encontram e, como não poderia deixar de ser, se atraem neste divertido romance de estréia de Sarah Mason, Um amor de detetive. A bela Holly Colshannon, uma ambiciosa e desastrada jornalista do Bristol Gazette, achava que não poderia receber incumbência pior do que cobrir funerais de bichos de estimação até o dia em que o seu chefe lhe oferece o cargo de repórter policial - o tipo de serviço para o qual as palavras "nem" e "morta" foram inventadas. James Sabine, levemente mais bonito do que Holly, é um sargento-detetive durão, grosseiro e ressentido.

Pense em um livro divertido, sem ser pretensioso ou artificial. Onde há um humor apurado nas situações típicas (e outras não tão típicas assim...) que envolvem mulheres, amigas e homens.
Adicione uma personagem principal inteligente, engraçada, desastrada e cativante; e personagens secundárias (tão interessantes quanto os protagonistas) totalmente diferentes uns dos outros (como os da vida real...), com mais ou menos ou nenhuma graça.

Veja a situação e conheça – superficialmente – alguns personagens:

* Uma repórter do Bristol Gazette (antes da Coluna de Funerais de Bichinhos de Estimação) recentemente promovida (que, nas circunstâncias, não pode ser entendido como avanço na carreira, mas vale a tentativa!) à Repórter Policial - Holly Colshannon;

* Uma melhor amiga envolvida no plano altamente secreto de seu casamento - Lizzie;

* Um carro com personalidade - Tristão;


“O nome do meu carro é Tristão. Sei que é uma bobagem dar nome a objetos inanimados; em geral não faço isso, mas meu carro tem tanto caráter e tanta suscetibilidade que despersonalizá-lo pode ser mais uma maldade com a natureza já bastante efêmera.
Tento pedir a Alá, dessa vez, para que Tristão não me deixe na mão. (Deus não foi muito benevolente da última vez).”


* Um sargento-detetive com belos olhos verdes, lindo de morrer, rabugento, noivo e que ODEIA qualquer pessoa ligada à imprensa - James Sabine;

“O outro vira-se pra mim e me olha desconfiado, com os olhos mais verdes que eu já vi na vida. É um homem muito atraente, com um belo físico. Sou apanhada de surpresa.”

* Um namorado bonitão e famoso com uma incrível aversão a compromisso - Ben;

* Um médico ma-ra-vi-lho-so que está sempre presente nas situações embaraçosas nas quais Holly se envolve - Dr. Kirkpatrick;

“Como recompensa, o médico que cuidou de mim era simplesmente maravilhoso, uma versão real de George Clooney. Aquele homem moreno e vibrante quase fez com que eu me esquecesse por que estava ali. O sangue no rosto não deixava que eu usasse meu charme natural, então tentei mostrar os pés, que são a minha segunda parte melhor do corpo (segundo me dizem). Mas creio que não notou os meus pés, pois quando perguntei se precisava tirar as sandálias ele disse que não era necessário.”

* Uma falsa santa e falsa amiga que está sempre espalhando coisas nada agradáveis sobre Holly e Lizzie - Teresa Falsa Santa;

* Uma noiva perfeita, alma caridosa e pretendente ao cargo de amiga de Holly - Fleir;

* Familiares excêntricos (do verbo: malucos) e uma mãe que adora cenas dramáticas e contracenar fora dos palcos - Família Colshannon;

* Alguns policiais que adoram contar piadinhas, fazer brincadeiras com os colegas e adotar apelidos nada lisonjeiros;

* Um fotógrafo nada discreto, assumidamente gay e que adora fazer fotos em momentos críticos - Vince;

* Um editor que quer aumentar as vendas do jornal e usa as fotos para instalar um certo clima romântico entre a sua repórter e o detetive - Joe;

* Uma RP que quer melhorar a relação, atualmente conturbada, entre a polícia e a imprensa - Robin;

* Um ladrão especializado em antiguidades altamente esperto - O Raposa -, entre outros casos investigáveis e publicáveis;

* Uma coluna diária intitulada “O Verdadeiro Diário de Dick Tracy”, onde Holly conta as suas aventuras junto ao detetive Jack, pseudônimo de James Sabine.

Pronto... está formada a confusão! Ops, quis dizer: Estão formados o cenário, os personagens e os conflitos que poderão desencadear momentos relaxantes, interessantes e hilários para o leitor.
O livro é escrito em primeira pessoa. Assim, adentramos na vida nada pacata e desinteressante de Holly. A primeira cena já é inusitada, mais uma situação embaraçosa e ligada ao hospital e ao – altamente olhável – Dr. Kirkpatrick. Lugar praticamente constante no texto, dado o poder de atrair acidentes e desastres de nossa repórter.

Já o detetive James é um personagem que odiamos nos primeiros momentos e que passamos a amar depois de realmente conhecê-lo. Ele é bastante comprometido com a sua profissão e simpático com um grupo mínimo de sortudos, mas tem charme, é viril (ui!), lindo (hummmm!), tem um sorriso maravilhoso (aff!), embora não recorrente.
Gostei também da forma como vai se desenvolvendo a relação dos dois. Através da convivência forçada, das brigas constantes, das situações engraçadas da Holly, do esforço profissional de James, das conversas, da aceitação dos defeitos e das qualidades dos dois, da parceria nas investigações, do companheirismo, enfim, da convivência diária e do conhecer pouco a pouco a pessoa que está ao nosso lado é que nasce um sentimento real e profundo.

Contra-indicações:

Não leia esse livro em caso de:

* Estar comendo ou bebendo algo;
* Estar na rua, no ônibus, nas filas, em salas de espera ou em qualquer ambiente com pessoas - ao menos que queira ser considerada louca por gargalhar sem um motivo aparente;
* Encontrar-se em situações ou lugares não propícios ao riso.

Comentário bobo, mas justificável:

Se soubesse que encontraria um médico tão ma-ra-vi-lho-so como o Dr. Kirkpatrick, eu consideraria visitar um hospital com certa freqüência... ou até poderia querer conhecer mais sobre a rotina da delegacia se topasse com um James Sabine... Ai, ai, ai!

Destaques para:

O livro é tão bom que são praticamente constantes os destaques, mas – até porque não caberia aqui – vou apontar os melhores (na minha humilde opinião, ok?!)

- A primeira cena: o telefonema para a Emergência;
Dessa vez, é Lizzie que está com problemas, mas Holly ajuda... então, risadas garantidas!

- Quando James é apresentado a sua sombra (Holly): o diálogo da cantina da delegacia;
O detetive não tem “papas na língua” e diz logo que não está gostando nada da situação.

- Quando Holly atende o rádio: ela troca o código da ocorrência e deixa James possesso;

- Os eventos que culminam no olho roxo de Holly;
James bateu, acidentalmente, em Holly. Mas aí ele começa a se preocupar e se mostrar menos desagradável.

- As cenas posteriores a queda da árvore na cabeça de Holly;
Primeiro: porque as pessoas contam como James ficou desesperado quando isso aconteceu. Ele abandonou a perseguição e ficou ao lado de Holly durante todo o tempo, incluindo a nova visita ao hospital e ao Dr. Kirkpatrick. Segundo: pois a partir daí é que Holly descobre seus sentimentos por James. (Passagens românticas/engraçadas).

- Quando Holly – com a roupa mais velha e furada do seu vestuário – procura por James, que está em sua despedida de solteiro;
Ela se passa por pedinte, expulsando até um mendigo do seu ponto. Imagine a confusão!

- A cena final: as declarações apaixonadas de James e Holly.
O momento ultra-mega-super romântico do livro... Muito fofo!!!

“— James, o que você quer? — pergunto impaciente, pois a espera está fazendo pequenos buracos no meu coração.
É a vez dele parecer sem graça e confuso.
— Bom, em resumo, eu quero você. ”

História interligada:

Sarah Mason - Alta Sociedade.

A vida de Clemmie Colshannon parece estar se movendo em alta velocidade para lugar nenhum. Após perder o emprego e o namorado no mesmo dia, ela foi procurar refúgio no lar de sua família, na Cornualha, a fim de se recuperar. É o começo de uma engraçadíssima aventura guiada por Sarah Mason, escritora que conquistou fãs em todo o mundo com os romances ‘Um Amor de Detetive’ e ‘A Vida É uma Festa’. Felizmente, a vida com a família Colshannon está longe de ser um tédio. Barney, o irmão de Clemmie, está apaixonado, mas não conta por quem; sua mãe está no meio de uma produção teatral chamada Jane Calamidade e não consegue se livrar da personagem; e sua irmã Holly, uma jornalista do Bristol Gazette, precisa encontrar uma grande matéria antes que seu editor a demita. Mas, quando uma colega de trabalho de Holly desaparece e Clemmie tropeça numa pista de seu paradeiro, o que parecia um drama vira uma crise, e a família toda é obrigada a fugir para o sul da França com um ex-presidiário atrás deles…

3 corações despertados:

Anônimo disse...

Ah... Esse livro é mesmo divertidíssimo!!! Tive inúmeras crises de risos...
Ai, tb queria um Dr. Kirkpatrick para cuidar de mim! kkkkkk
Ou um James Sabine para me defender dos bandidos...
Aceito os dois em um tb! hehehe!

Bjo, srta!

Fernanda C. disse...

Eu amo esse livro, é um dos mais engraçados que já li. Lembro qd li a primeira vez, essa cena da Holly ligando pra emergência.. eu não conseguia parar de rir, quase tive um negócio.. fique imaginando a situação, heuheu..

Bjoo, Blog fofo! :)

marimoon disse...

nossa eu amei esse livro!!

ri muito!!

uma parte que também merece destaque, é aquela cena, em que o James tem que ir no carro da Holly, ai quando ela vai entrar ela acaba ficando presa, porque ela enrrosca uma perna na outra, e quando vai soltar bate com tudo o joelho na testa e o James cai no riso! uahsuahushaushauhsua

muito bom