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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Desafio Literário, Judith McNaught - Whitney, Meu Amor.


Judith McNaught - Whitney, Meu Amor.

Título original: Whitney, My Love
Editora: Best Seller
Páginas: 480

Sinopse:

Órfã de mãe e criada por um pai severo e frio, a adolescente Whitney Stone c
hoca a sociedade inglesa do começo do século XIX com seus modos, sua espontaneidade e rebeldia. Desde menina, ela ama o belo e aristocrático Paul, perseguindo-o em todos os lugares e inventando as mais inusitadas formas de chamar-lhe a atenção. Enviada a Paris, ela recebe um longo treinamento para transformar-se uma mulher fina, glamourosa, irresistível. Quando retorna a Londres, está mudada, mas ainda disposta a conquistar seu amor de infância. Mas o irascível e poderoso duque Clayton Westmoreland é quem se interessa mais vivamente pela jovem mulher. E é ele quem, por meio de artimanhas maquiavélicas, consegue levá-la ao altar. Mas Whitney recusa-se a aceitar imposições, e está disposta a fazer tudo para livrar-se do odioso casamento. A convivência, porém, traz surpresas, e dentro de pouco tempo o duque se revela muito mais charmoso e gentil do que ela desejaria admitir. Talvez Paul não passe de uma fantasia infantil; talvez Clayton tenha bons motivos para agir tão brutalmente; talvez o casamento não seja um erro tão grande assim…

Comentários:

Esse é um dos romances (românticos) históricos mais conhecidos e sua autora é sempre recomendada pelas leitoras do gênero. Assim, quando vi o tema de setembro do Desafio Literário - romances históricos - quis conhecer a Judith e, ao mesmo tempo, imagina me deleitar com uma linda história de amor...

A história e o que achei?

"Clayton aproximou-se dela.
— Muito obrigado pela noite mais adorável de toda minha vida — disse com voz aveludada.
Whitney viu o brilho diferente nos olhos dele, sentindo o co­ração disparar, alarmado.
— Por favor, não fique tão perto assim — pediu num mur­múrio. — Eu me sinto como um coelho prestes a ser abocanhado por uma raposa.
— Não poderei beijá-la, se ficar no outro lado da sala, minha pequena — ele observou em tom sedutor.
— Não me chame de "minha pequena" e não me beije. Mal acabei de perdoá-lo pelo que me fez na beira do riacho.
— Acho que vai ter de me perdoar outra vez, então.
— Não conte com isso — ela avisou, enquanto ele a puxava para seus braços. — Eu nunca perdoarei.
— Uma possibilidade aterrorizante, mas vou correr o risco — ele murmurou com voz enrouquecida, apossando-se dos lábios dela."

Se você está procurando um romance linear, cheio de palavras de amor e com aquele tipo de mocinho perfeito-demais-para-ser-de-verdade-mas-quero-um-para-mim, certamente esse não é o seu livro.

Diferentemente do que vemos nos livros românticos, esses são personagens tão imperfeitos que parecem reais e odiáveis à primeira vista.
Totalmente de acordo com a época, a mulher é vista como um simples adorno do homem. Ela deve ser educada (no sentido de boas maneiras, de obediência...), bela, prendada... e, caso agrade, a união pode ser facilmente resolvida, afinal os casamentos arranjados são normais e aceitáveis entre membros da alta sociedade e com títulos de nobreza.
Para chocar a sociedade do século XIX, temos a mocinha Whitney que, diferentemente das outras boas moças de família, guarda traços de rebeldia de sua infância/adolescência passada no campo, totalmente livre para fazer de tudo para conquistar o rapaz mais belo do local. Inteligente, sarcástica e bela, encanta o duque de Claymore.

Esse, então, oferece ao pai falido a chance de recuperar-se financeiramente a partir de um acordo de casamento. Só que em sua arrogância, não imaginaria que a dama poderia se opor e ainda ter outro pretendente que foi (e continua sendo) sua paixão da infância.

As atitudes e tentativas de sedução de Clayton não parecem ajudá-lo, fazendo com que o Whitney o considere grosso, bruto, entre outros adjetivos negativos... e com toda a razão!
Quem espera aquele mocinho apaixonado, tolo, romântico e carinhoso pode chegar a odiá-lo em vários momentos.

Enfim, é um romance turbulento, cheio daquele "entre tapas e beijos" e "ódio à primeira vista" que mostra a construção de um amor imperfeito que só sobreviverá com aceitação mútua, humildade e perdão.
Recomendo!

Confesso que entre os dois livros da autora que li até agora, gostei bem mais de Até Você Chegar. Nele até temos a participação do casal dessa história que, finalmente, parece perfeito.

Esse livro faz parte da Série Dinastia Westmoreland:
  • A Kingdom of Dreams - Um Reino de Sonhos;
  • Whitney, My Love - Whitney, Meu Amor;
  • Until You - Até Você Chegar;
  • A Holiday Of Love - Milagres.
É isso...
Até o próximo desafio!

5 corações despertados:

Débora Lauton disse...

Eu gosto bastante desse livro... mas o meu preferido ainda é "Alguém para amar"... tenho certeza que você iria gostar...

beijos,
Dé...

Caline disse...

Oi Camilla, adoraria ler esse livro, sempre li comentários maravilhosos sobre ele e minha curisidade só aumenta a cada dia.

Bjs.

Vivi disse...

Oi, Camilla!
Sabe, eu amo esse livro apaixonadamente. Amo Whitney e o Clayton. Foi paixão a primeira vista..rs

Beijocas

Vivi disse...

Camillinha, passei só para dizer que o livro lhe deu sorte, você é a ganhadora do mês no DL. Parabéns!!!
Envie seus dados de endereço para o email romancegracinha[arroba]gmail.com.
Fico no aguardo.

Beijocas

Vick disse...

Judith McNaught é perfeita!
Adoro todos os livros dela, sem exceção ;-)
Bjs,
Vick