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terça-feira, 28 de julho de 2009

Voltei!!!


Estou de volta!!! Ebaaaaaaaaaaaaa... :)

Bom... Meu computador ainda está em fase de teste, mas creio que tudo se resolverá no sábado, quando meu primo vem trocar a peça que estava atrapalhando o bom funcionamento dele.

Antes desse probleminha, a Mariane do
Compartilhando Leituras fez e compartilhou conosco esse selinho. Por que ele é especial, quis criar uma mensagem que pudesse ser uma boa companhia para essa homenagem. E até agora não havia preparado nada... E vai sem preparação, ensaio ou alterações. Na lata, como dizem por aí.

Muitos comentam sobre como a internet vem tornando as relações superficiais. O quanto é perigosa, pois nem sempre as pessoas são o que dizem ser. Claro que há casos que colaboram para que esses avisos não sejam irrelevantes. Mas, até agora, só posso dizer que a internet foi um meio para que eu pudesse ter um diálogo mais aberto e sincero com todos que tiveram a iniciativa de deixar sua marca por aqui. São vocês que me incentivam a escrever minhas opiniões. São vocês que fazem com que a minha voz (mesmo calada) tenha valor. Aqui, mesmo no anonimato e virtualidade, vocês encontram tudo o que sou. Porque escrever o que você sente e acha é colocar a sua alma no papel. Escrevendo sobre o que gostamos ou não, revelamos mais do que um simples olhar pode ser capaz de enxergar.

Então, agradeço a todos que deixam esse cantinho tão gostoso e acolhedor. Que o enfeitam com a sua visita, com seus comentários, sua marca pessoal. Que contribuem para que as horas passadas por aqui não sejam solitárias, mas compartilhadas através do gosto comum pelo universo das letras, dos livros com coração.

Beijos! Até a próxima...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Tempinho off! Buááááá!

Olá meninas!
Infelizmente, meu computador pediu um tempo de folga e me deixou na mão... Provavelmente passarei alguns dias sem postar e sem fazer as visitinhas e comentários nos blogs que compartilham esse meu gosto pela leitura. Estar aqui é mais que um passatempo, é uma fonte de inspiração e renovação para o meu (corrido) dia a dia.
Espero que esse tempo longe seja o mais breve possível... Eu volto, viu?! E com mais Livros com coração... para vocês.

P.S.: Para que vocês não fiquem enlouquecidas também (leia: La Socière), deixo o link da continuação de E Se Fosse Verdade...: Clique aqui para baixar Encontrar Você!

Bjo!

Srta. Camilla.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Deveria ser verdade... - Relato de uma leitora enlouquecida.

Marc Levy - E Se Fosse Verdade.

Título Original: Et si c’était vrai...
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2005 (4ª ed)
Páginas: 248

E se Fosse Verdade... é uma história repleta de romantismo e bom humor. A história se passa em São Francisco, em julho de 1996. A jovem e bela Lauren, estudante de medicina, sofre um acidente de carro, entra em coma e vai parar no mesmo hospital onde trabalha. Apesar de seu estado, Lauren consegue, espiritualmente, voltar para o seu antigo apartamento. Lá, encontra Arthur, o arquiteto que é o novo morador do imóvel e a descobre no armário do banheiro ao ir tomar banho. Ele é a única pessoa que consegue vê-la, ouvi-la e senti-la. Inicialmente se recusando a acreditar na história de Lauren, Arthur só fica convencido de toda a verdade quando vai até o hospital e a encontra desacordada. A partir daí, ele vai fazer o impossível para ajudá-la a voltar ao seu estado natural.

Comentários:

Poderia começar pelo começo... Mas seria comum demais. Nada a ver com o livro que acabei de ler. Vou começar pelo fim! Estou me sentindo trapaceada. Por que? Ora, ora! Ninguém me preparou. Por que não me disseram? Queriam que eu ficasse como estou agora? Arrancando os cabelos??? Não! Pior... Quebrando meu cofrinho. Tudo porque preciso, de-ses-pe-ra-da-men-te, ler o livro seguinte. Bom! Vou ser melhor que algumas colegas – porque amigas não fazem uma crueldade dessa! – e dizer logo de cara: Se for ler esse livro, deixe por perto o segundo volume (Encontrar Você). Caso contrário, ficará como estou agora: enlouquecida.

Voltando ao começo: Esse livro é lindo! Fofo demais! Com grandes lições de vida, personagens apaixonáveis e uma dose de doce fantasia... Outro título não poderia ser mais perfeito ou condensar em poucas palavras todo o sentimento que foi despertado.
Alguns livros precisam de tempo para germinar dentro da gente. Alguns nos roubam todas as palavras. Alguns são tão lindos que se falarmos mais do que simplesmente “É lindo! Adorei!” pareceria redundância. Bom... Esse livro, com toda certeza, faz parte desses alguns.

Esclarecendo alguns pontos:

* Para quem assistiu ao filme e está se perguntando se são parecidos, devo logo esclarecer: não é! Muitos detalhes foram mudados na adaptação. Mas qual é o melhor? Não poderia julgar. São dois gêneros distintos que podem ser misturados, mas com perdas, geralmente para o da telinha. Veja bem... O filme funciona bem. É engraçado, super romântico e com final feliz. Os atores escolhidos – Reese Witherspoon e Mark Ruffalo (eu gosto muuuuuito dele!!!) – tiveram química e convenceram. A fotografia é belíssima. Enfim, é ótimo! Não ousaria apontar mudanças...
O livro... ai! Lá vou novamente e de novo cair na danada da redundância! É lindo. É triste... É romântico! É gostoso! Está muito bem escrito! Tem um final interessante (já mais calma, posso admitir que foi uma boa estratégia de venda!). Então, basta dizer que os dois são bons e merecem o nosso olhar, não para compará-los, mas para apreciá-los em suas especificidades.

* Quais as diferenças? Algumas delas são:

1. Nomes dos protagonistas:
Filme ~> Elizabeth e David;
Livro ~> Lauren e Arthur.

2. Profissão do protagonista:
Filme ~> Paisagista (Era dono de uma empresa, mas no momento estava sem trabalhar...);
Livro ~> Arquiteto (Sócio de uma empresa e profissional sério e atuante).

3. Memória da protagonista:
Filme ~> Ela não lembra quem é e não sabe que não está bem viva no momento em que o encontra no apartamento dela;
Livro ~> Ela sabe quem é e sabe que está em coma no hospital.

4. A pessoa ligada ao protagonista que faleceu:
Filme ~> Esposa (e ele ainda está triste, isolado, procurando esquecer em meio a bebida e televisão.);
Livro ~> Mãe (que ele perdeu ainda na infância. Agora, adulto, precisa reabrir a casa na qual sua mãe vivia com ele. É para onde leva o corpo e o espírito de Lauren).

5. A pessoa a qual ele tenta convencer a não desligar os aparelhos:
Filme ~> Irmã;
Livro ~> Mãe.

6. Furto do corpo da protagonista:
Filme ~> Ele tenta.
Livro ~> Ele rouba.

* As cartas que a mãe de Arthur deixa para ele são lindas. É preciso ler com calma e atenção;

* No livro há duas histórias de amor paralelas. Uma não vivida, mas bela. Outra que só se realiza a partir de seu cruzamento com a dos protagonistas;

* Quando estiver perto do final desse livro não esqueça de deixar por perto a caixa de lenços (isso quer dizer que chorei largado!).

Destaques românticos:

1.
— O que eu vou contar não é fácil de entender, é impossível de aceitar, mas, se quiser ouvir a minha história, se quiser confiar em mim, então talvez acabe acreditando e isso é muito importante porque você não sabe, mas é a única pessoa no mundo com quem eu posso compartilhar esse segredo.

2. — Quando se dá o pouco que se tem é quando se dá de verdade.

3. — Teve muitas mulheres na sua vida? — Ela perguntou, sem levantar a cabeça.
— Quando se ama, não se faz contas!


4.
— Identificar a felicidade quando ela está a seus pés, ter a coragem e a determinação de se abaixar para pegá-la... e para mantê-la. Essa é a inteligência do coração. Inteligência sem a inteligência do coração é apenas lógica e isso não é grande coisa.
(...)
— Ninguém é proprietário da felicidade; às vezes temos a sorte de conseguir um contrato e sermos locatários dessa felicidade. É preciso pagar regularmente o aluguel ou somos despejados rapidamente.


5. — Mamãe morreu ontem, um ontem há anos de tudo isso. Sabe, o que mais me espantou no dia seguinte ao da morte dela foi que as casas ainda estavam lá, ao longo das ruas cheias de carros que continuavam a rodar, de pedestres que andavam, parecendo ignorar totalmente que o meu mundo acabara de desaparecer. E eu sabia disso por causa do vazio que se instalava na minha vida, como num filme não editado. De repente, a cidade ficou em silêncio, como se, num minuto, todas as estrelas tivessem emudecido ou, então, apagado. No dia da morte da minha mãe, e juro que é verdade, as abelhas do jardim não saíram da colméia, nem uma única sugava o roseiral, como se também soubessem o que acontecera. Eu gostaria de ser aquele menino, ao menos por cinco minutos, protegido dos outros nos braços dela, acalentado pelo som da sua voz. Gostaria de reviver os arrepios que desciam pelas minhas costas quando ela me fazia despertar dos sonhos da minha infância, deslizando o dedo sob meu queixo. Nada mais podia me atingir, nem as perseguições do grande Steve Hacchenbach no colégio, nem os gritos do Sr. Morton, porque eu não sabia a lição, nem os odores acres da cantina escolar. Vou contar porque sou “sereno”, como você diz. Já que não se pode viver tudo, o importante é viver o essencial, e cada um de nós tem o “seu essencial”.

6.
— Por que me dá o melhor de você, mesmo recebendo tão pouco de mim?
— Porque depressa e repentinamente você apareceu, você existe, porque ter um momento seu já é muito. O ontem é passado, o amanhã não existe, e o hoje é que conta, é o presente.
(...)
— O amanhã é um mistério para todo mundo, e esse mistério deve provocar o riso e o desejo e não o medo e a recusa.

7.
— Todas as manhãs, ao acordar, recebemos um crédito de 86.400 segundos de vida para aquele dia, e quando vamos dormir à noite não há transporte dessa quantia. O que não foi vivido naquele dia está perdido, o ontem acabou de passar. Todas as manhãs essa magia recomeça, ganhamos um novo crédito de 86. 400 segundos de vida e essa regra do jogo é incontornável: o banco pode fechar nossa conta a qualquer momento, sem nenhum aviso prévio; a qualquer momento a vida pode terminar. E o que fazemos dos nossos 86.400 segundos cotidianos?
(...)
— Você quer entender o que é um ano de vida: pergunte a um estudante que acabou de ser reprovado no exame de fim de ano. Um mês de vida: fale com a mãe que acabou de dar à luz um filho prematuro e que está esperando que ele saia da incubadora para segurar o bebê nos braços, são e salvo. Uma semana: pergunte a um homem que trabalha numa fábrica ou em uma mina para alimentar a família. Um dia: pergunte a duas pessoas loucamente apaixonadas que estão esperando para se encontrar. Uma hora: pergunte a um claustrófobo, preso num elevador quebrado. Um segundo: olhe a expressão de um homem que acabou de escapar de um acidente de carro, e um milésimo de segundo: pergunte ao atleta que acaba de ganhar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos, em vez da Medalha de Ouro, pela qual treina toda sua vida. A vida é mágica, Arthur, e falo com conhecimento de causa, porque desde que sofri o acidente, saboreio o prêmio de cada instante. E eu lhe peço: vamos aproveitar todos esses segundos que nos restam.
Arthur a tomou em seus braços e sussurrou em seu ouvido:
— Cada segundo com você conta mais que qualquer outro segundo.


8.
— Não diga nada, escute, pois sinto que tenho pouco tempo. Você me deu algo de cuja existência eu nem suspeitava. Eu nem imaginava, antes de viver com você, que o amor pudesse ser feito de coisas tão simples. Nada do que vivi antes de você pode ser comparado a um único segundo que passamos juntos. Quero que saiba, para sempre, o quanto eu o amei; não sei para onde vou,mas, se existe um outro lugar, ali continuarei a amá-lo com toda essa força e com toda essa alegria com que você preencheu minha vida.
— Não quero que vá embora!
(...)
— Tenho a cor do seu sorriso nos meus olhos – ela continuou – Obrigada por todos esses risos, por toda essa ternura. Quero que você viva, que retome sua vida quando eu já não estiver mais aqui.
— Não posso viver sem você.
— Não diga isso. Tudo o que você é não guarde para você, dê para uma outra, pois seria muito desperdício.


É isso! Gostou?
Baixe aqui!

E até a próxima... com mais Livros com coração...

~> Postagem interligada: E Se Fosse Verdade... Continuação!!!.
Post sobre o segundo livro: Encontrar Você.

sábado, 18 de julho de 2009

As melhores declarações de amor (Cap. IV).

Algumas declarações podem parecer bobas... mas no contexto, elas, na verdade, são doces, fofas e delicadas. E, afinal, palavras bobas podem ser belas e, vindas da pessoa certa, podem virar um discurso perfeito de amor.

Meg Cabot - A Princesa Apaixonada
3º livro da série Diário da Princesa.

"Tinha uma fila bem grande na barraca, mas Michael nos viu e disse: “Entrem!”

(...) Enfim, Michael ficou falando “Aqui, Mia, sente nesse aqui”. E puxou uma cadeira na frente do monitor. Então ouvi Judith perguntar: “Espera aí, o que você está fazendo?”

E aí ouvi Michael dizer: “Não, tudo bem. Eu tenho um negócio especial para ela.”

(...) O que eu vi em vez disso foi um castelo. Sério. Era um castelo, tipo saído dos Cavaleiros da Távola Redonda, ou A bela e a fera, ou o que seja. A imagem deu um zoom até que estivéssemos sobre os muros do castelo e dentro do pátio, onde havia um jardim. E no jardim, grandes e gordas rosas vermelhas estavam florindo. Algumas das rosas haviam perdido suas pétalas e dava para vê-las caídas no chão do pátio. Era realmente, realmente bonito, e eu fiquei tipo, Ei, isso é mais maneiro do que eu achei que seria. E eu esqueci que estava sentada ali em frente a um monitor de computador no Carnaval de Inverno, com umas duas dúzias de pessoas em torno de mim. Eu comecei a sentir como se eu estivesse realmente dentro daquele jardim. Então aquela bandeira acenou na tela, em frente às rosas, como se estivesse flutuando no vento. A bandeira tinha algumas palavras escritas em letras douradas. Quando ela parou de oscilar, eu pude ler o que as palavras diziam:

Rosas são vermelhas
Violetas são azuis
Você pode não saber
Mas eu também amo você."

Não é fofinha???? :)